quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Enxaqueca pode indicar riscos para a visão


Nesta época do ano a enxaqueca responde por uma em cada quatro consultas oftalmológicas, segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto. É o que mostram 1200 prontuários de pacientes atendidos pelo hospital. O especialista destaca que nem sempre a dor está relacionada a algum problema na visão, independente da idade do paciente.
Das 380 crianças atendidas pelo hospital com queixa de enxaqueca, só 25% tinham algum vício de refração - miopia (dificuldade de enxergar à distância), hipermetropia (dificuldade de enxergar de perto)  ou astigmatismo (não tem bom foco de perto e longe).
Ele conta que a sinusite, alergia, gripe, refriado e aumento da pressão arterial mais  freqüentes neste período  são causas comuns da enxaqueca tanto em crianças como em adultos. A dica do médico para identificar se a dor está relacionada a algum problema de visão é observar se começa no final das aulas ou do expediente. Isso porque, neste caso é resultado de esforço visual para realizar as tarefas.
De acordo com Queiroz Neto estudos apontam que 30% dos brasileiros têm algum tipo de alergia. As de maior incidência são a asma e a rinite alérgica que crescem no inverno e primavera. As medicações utilizadas no combate a estas doenças, ressalta, podem provocar alterações nos olhos. As principais são: 
Como se não bastasse, no frio a contração dos vasos e artérias facilita o aumento da pressão arterial em quem já tem predisposição, podendo ocasionar enxaqueca decorrente da insuficiência circulatória. É por isso, destaca, que estas pessoas têm dor de cabeça com aura visual, caracterizada por enxergar luzes piscando, manchas brilhantes e visão borrada durante a crise. Este tipo de enxaqueca, adverte, aumenta o risco de escavações no nervo óptico e falhas permanentes no campo visual. O problema é que a SBC (Sociedade Brasileira de Cefaléia ) estima que só 5% dos brasileiros que sofrem enxaqueca recorrente têm acompanhamento médico. Por isso, o potencial de problemas na visão relacionados à enxaqueca é alto no Brasil. A recomendação é ter acompanhamento oftalmológico junto ao neurológico para evitar problemas irremediáveis.
Fonte: LDC Comunicação

                                                                             vandeir_junior@hotmail.com

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Queixas comuns dos usuários de lentes multifocais



Mesmo com o advento da tecnologia em lentes, o óptico ainda se depara com queixas de seus clientes que são usuários de lentes multifocais, sendo a pior dor de cabeça tanto para o leigo como para o profissional.
O estudo de lentes multifocais deve ser cada vez mais aprofundado por nós e, principalmente neste caso, os ditados "nunca é tarde para aprender" e "o conhecimento é uma estrada sem fim" estão cada vez mais presentes no nosso cotidiano óptico.

Quando o cliente retorna à óptica se queixando de desconforto visual com seus óculos com lentes multifocais, devemos prestar muita atenção aos sintomas que ele nos reporta, somente com paciência para ouvi-lo é que vamos conseguir resolver o problema.
Como uma forma de simplificar e auxiliar a identificação do problema sugiro esta tabela:

QUEIXA
CAUSA POSSÍVEL
O QUE FAZER
Náusea (principalmente quando caminha)
Cliente visualizando com o corredor da lente
Ensine a postura correta
Não enxerga para perto
Baixo campo visual para perto
Verifique e regule o Ângulo pantoscópico
Não enxerga para longe (Baixo Campo Visual)
Distância ao vértice excessiva
Diminua a Distância ao Vértice da armação
Problemas com visão noturna ou diplopia
Lentes muito planas ou com Índice de Refração alto
Sugira a colocação de tratamento anti-reflexo
Limitação do campo visual
Aberrações laterais (marginais)
Mudar o desenho do multifocal, verifique se não ocorreu alteração do valor do cilindro da receita.
Lembre-se: somente após as etapas da conferência da prescrição pela lensômetria, verificação de altura e distância naso-pupilar e ajuste da armação feitas pelo óptico é que vamos utilizar as dicas acima. Estas etapas são cruciais para a adaptação de lentes multifocais e devem ser cumpridas pelo profissional da óptica.

       Parceiro http://www.opticanet.com.br/ Vandeir Junior                                                                                                           

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Porque os bebês nascem com olhos azuis, que depois mudam de cor?


E, apesar de isso não ser bem verdade, muitos realmente nascem com uma característica comum: olhos azuis. Os mesmos olhos azuis já não são tão predominantes nos meses seguintes; o contrario ocorre, poucas crianças mantêm a cor clara. Por quê?
 
Segundo os oftalmologistas, tem a ver com a quantidade de melanina com que nascem
os, e se ela aumenta após o nascimento. A melanina é um pigmento; quanto mais você tem nos olhos, no cabelo e na pele, mais escuros eles são (e mais luz eles refletem).


Um pequeno depósito de melanina na íris dos olhos faz com que elas pareçam azuis, enquanto uma quantidade média torna os olhos verdes ou castanhos e uma quantidade grande os deixa marrom escuro.

Os bebês não nascem com toda a melanina que estão destinados a ter. Esse processo de maturação continua pós-útero, o que significa que a cor dos olhos não é definida até os 2 anos de idade.

Apesar de alguns bebês de etnias não-brancas também nascerem com olhos azuis, que se tornam marrons ao longo do tempo, o efeito é muito menos comum do que com bebês caucasianos. Indivíduos de pele mais escura geralmente já têm bebês de olhos castanhos porque eles já nascem com mais pigmento.

    vandeir_junior@hotmail.com                                                                        Vandeir Junior
                                   Matéria do  Portal opticanet.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Visão Periférica

A visão periférica é a capacidade do individuo de enxergar pontos a sua frente e ao redor do seu campo visual, ou seja, é aquela que se forma fora da mácula, na periferia da retina. Tratando-se de uma visão pouco rica em detalhes, onde o individuo percebe a presença dos objetos e movimentos, mas nada nítido quase desfocado. Importante no processo de locomoção do individuo principalmente à noite que tem pouca iluminação, onde ele conseguirá enxergar também os objetos que não estão sendo focados, não correndo o risco de esbarrar ou tropeçar em algum deles. Isso acontece porque a luz incide em nossos olhos somente de forma retilínea a frente dos nossos olhos e, o que está ao redor aparece desfocado.
 
                                                                Vandeir Junior
 vandeir_junior@hotmail.com

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Lacrimejar

Seus olhos lacrimejam muito?
Quando sorri ou chora os canais lacrimais se abrem e as lágrimas correm. Mas quando seus olhos começam a lacrimejar sem qualquer razão aparente, pode se tratar de uma doença.

Quando sorri ou chora os canais lacrimais se abrem e as lágrimas correm. Mas quando seus olhos começam a lacrimejar sem qualquer razão aparente, pode se tratar de uma doença. No entanto, não é preciso se preocupar, pois esses problemas normalmente são resolvidos com facilidade.
Chorar de alegria, tristeza ou raiva, por estar emocionado ou preocupado são reações humanas normais. As lágrimas também tem efeito purificador, elas contêm uma enzima em seu fluido que previne a proliferação de bactérias e combate infecções. Certos vapores, como os que são expelidos ao cortar uma cebola, também podem causar lágrimas. Porém, se seus olhos lacrimejam muito e não há razão aparente para isso, a causa pode ser outra.
Há muitas causas para o lacrimejamento
Uma das razões mais comuns para o lacrimejamento é a conjuntivite. Trata-se de uma irritação ou infecção da conjuntiva. A conjuntivite é diferenciada pelos médicos entre infecciosa e não-infecciosa. A conjuntivite infecciosa é causada por um vírus ou bactéria, enquanto as causas da não-infecciosa incluem alergias, irritação devido a luz intensa, corpos estranhos ou químicos. Em ambos os casos é aconselhável que você consulte um oftalmologista e descreva os sintomas.
Antibióticos ajudam a curar infecções bacterianas. Outra dica é usar lenços para secar os olhos. Também é aconselhável lavar as mãos regularmente, assim você pode prevenir infecções. Além disso, pessoas infectadas devem evitar o uso de lentes de contato.
Outra causa comum de lacrimejamento são os problemas de visão mal corrigidos, que fazem com que os olhos se esforcem muito mais para enxergar adequadamente. Lentes prescritas para o grau exato podem solucionar esse problema.
O lacrimejamento também pode ser causado, em alguns casos, pela má composição do fluido lacrimal. Além de uma grande quantidade de água, a lágrima também é composta de proteínas e uma camada lipídica protetora que cobre o filme lacrimal. O que ocorre é uma falta de aderência do filme lacrimal na superfície do olho, fazendo com que ele seja eliminado. Neste caso, seu oftalmologista pode ajudá-lo ao prescrever colírios especiais. 
Outras causas possíveis do lacrimejamento são lesões na superfície da córnea devido a corpos estranhos ou arranhões. Quando isso acontece, o corpo reage naturalmente produzindo mais lágrimas. Algumas pessoas também tem pálpebras indevidamente posicionadas. Especialistas definem como entrópio, quando a pálpebra fica virada para dentro, ou ectrópio, quando a pálpebra é virada para fora. Dependendo da seriedade do problema, uma cirurgia corretiva pode ser necessária.
Olhos muito secos também podem causar lacrimejamento
Pode parecer contraditório, mas olhos muito secos podem também causar lacrimejamento. Quando os olhos ficam secos por um longo período, tendem a começar a produzir mais fluido lacrimal.

Matéria do portal http://www.opticanet.com.br

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A importância de se medir a DNP

A DNP, ou distância naso-pupilar, está entre as principais medidas da óptica e deve ser feita através de um instrumento chamado pupilômetro. A DNP mede o reflexo corneano, ou seja, o eixo visual do olho. É através desta medida que as lentes oftálmicas são centralizadas adequadamente nas armações.
A medição inadequada da DNP pode provocar sérios problemas de adaptação às lentes oftálmicas, principalmente em altas diopitrias, lentes progressivas e adaptações especiais.
Quando há altas dioptrias envolvidas, o erro de centralização provoca efeitos prismáticos, que dificultam a adaptação às lentes. Nas crianças, estes efeitos podem prejudicar o desenvolvimento da visão.
Já em lentes multifocais, errar a DNP pode provocar problemas posturais no usuário, que precisará virar o rosto constantemente para conseguir enxergar com nitidez.
A forma correta de se medir a DNP é medir cada olho separadamente; isso porque nem sempre a DP (distância pupilar) total é dividida exatamente entre os dois olhos. Você normalmente irá encontrar DPs ligeiramente diferentes para cada lado. Exemplificando: Uma DNP de 60mm não necessariamente corresponderá a 30mm para cada olho. Você poderá encontrar 29mm para um olho e 31mm para outro. Por isso é sempre necessário verificar a DNP monocular.          
                                                   Vandeir Junior
vandeir_junior@hotmail.com
                                                                                      

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Fadiga visual

A informatização do ambiente de trabalho transformou a fadiga visual num mal comum em ambientes corporativos.
A evolução da tecnologia no País causou muitas mudanças nos hábitos dos brasileiros, dentre estas, destaca-se o uso inadequado e, muitas vezes, exagerado do computador no trabalho e em casa.
Cinco horas e trinta e quatro minutos é o tempo médio que o brasileiro passa em frente ao computador, segundo pesquisas da International Data Corporation. A média dos norte-americanos em frente ao aparelho é de duas horas e oito minutos.
Além de comprometer o rendimento profissional e provocar danos à saúde como as doenças osteomusculares, por exemplo, “a presença quase que constante em frente à tela do computador trouxe à tona a fadiga visual”, alerta o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor-clínico do IMO.
Olhos irritados ou vermelhos, "ressecados", lacrimejantes, coceira, “cansaço na vista”, sensibilidade à luz, dificuldade de conseguir foco, visão de cores alteradas, halos ao redor dos objetos, visão embaçada ou dupla... São muitos os sintomas da fadiga visual ou CVS, (Computer Vision Syndrome), o equivalente a "Síndrome da Visão do Usuário de Computador".
De acordo com o oftalmologista, a síndrome pode afetar qualquer pessoa que passe mais de duas horas seguidas por dia olhando para a tela do computador. "Nossos olhos não foram feitos para ficar mais de duas horas ininterruptas de frente para o micro. Portanto, quem ultrapassar este tempo está sujeito a desenvolver a CVS", diz o especialista.
Além dos problemas enumerados, a pessoa pode sentir dores de cabeça, na nuca, nas costas e espasmos musculares. A luminosidade da tela faz as pupilas se fecharem, além de provocar esforço muscular, sonolência e cansaço visual. "A síndrome é caracterizada por sintomas oculares que aparecem durante ou após o uso prolongado do computador. Enxergar de perto, exige mais esforço do que enxergar de longe.
As imagens do monitor são formadas por 'pixels', minúsculos pontinhos nos quais os nossos olhos não conseguem manter o foco, necessitando 'focar e refocar' continuamente. Isto provoca o estresse dos músculos oculares, resultando nos sintomas já descritos".

É preciso piscar

O fato do usuário do computador piscar menos diante do monitor também afeta a visão. "Piscar é fundamental, pois faz a troca do filme lacrimal, uma película de lágrima que fica sobre a córnea, responsável pela manutenção da umidade dos olhos, indispensável para uma boa visão", é recomendado pausa de pelo menos 10 minutos a cada hora trabalhada, para que o profissional relaxe e volte a piscar normalmente.
"As pausas devem ser para descansar realmente os olhos. Não para continuar lendo o trabalho ou conversar com o colega sobre o serviço. É preciso sair da frente do computador e, de preferência, olhar para uma janela aberta ou ir tomar um café em outro local".
Os sintomas da fadiga visual também costumam aparecer naqueles que ficam muitas horas jogando vídeo game e nas pessoas que necessitam de óculos em atividades que exigem esforço visual, mas que acabam não usando as lentes. "É recomendável piscar mais os olhos também quando a pessoa assiste a um filme no cinema ou na TV" recomenda os especialistas.
Os oftalmologistas alertam que é preciso evitar ventilador ou ar condicionado direto sobre o rosto quando se está no computador. Indicam o uso de proteção de tela para controlar a luminosidade e que a posição da máquina esteja na altura ou um pouco abaixo da linha dos olhos, nunca acima. "Caso o equipamento fique acima dos olhos, ocorre um aumento da fenda palpebral, o que, além da lágrima evaporar mais rapidamente, causa uma exposição maior dos olhos".
Para aqueles que utilizam lentes de contato e trabalham com computador em ambientes com ar condicionado, os oftalmologistas lembram que é necessário fazer uso de colírio lubrificante para amenizar os sintomas da fadiga visual, pois serão comuns ardência, olhos vermelhos, irritação e secura.
Em caso de algum sintoma ocular (lacrimejamento, sono, dor de cabeça, baixo rendimento etc.) persistir após a adoção dos cuidados acima, pode ser necessário o uso de óculos. O usuário de computador deve fazer consultas oftalmológicas, periodicamente, e evitar a auto-medicação para resolver o mal estar causado pela vista cansada.